28/04/2010

Busca

Rangeres

Parte agora Odisseu
Buscai o desconhecido
Não mais podeis ficar, o destino te espera
A espreitar estão as feras

Desafias o vento
Rompe a escuridão dos mares
Furiosas procelas do tempo
Desafias os próprios deuses

Lembrando das melenas de tua amada
Empunhando tua espada
De batalha em batalha
Tomas o sangue e leva suas glórias

Lutas intensas corpos rasgados
Céu nublado e o chão aberto
Falenas da névoa noturna
O que buscara? Voltai!

23/04/2010

Poesia

Guerra
Rangeres C. Gomes

Os filhos a guerra impaciente espera seus leitos
As camas cobertas de branco mortos ou dementes

Átomos loucos que devoram céus, terra e gentes..
O ventre que gera a acefalópode aranha do inferno
Cultivando as feras homem

Trombócitas engrenagens rangentes
A chama e a vela, estrela cadente
Deambulam da mente as cavidades metacárpicas

Rios que correm no rosto, bágoas do tempo
A alma que queima e vagida do lado de fora
Veias que pulsam lava quente

22/04/2010

Músicas

Baby Blue
Celso Blues Boy

É hora de partir, leve o que quizer
E o que mais te agradar, talvez fique onde está

Aonde está o teu órfão, com uma arma na mão
Gritando como o fogo, sobre o Sol

Os anjos estão chegando, agora é verdade
Está tudo acabado, Baby Blue

Os que arriscam (eh) a estrada, pense muito bem
Te agarre ao que sobrou, pois é teu também

Teus loucos lençóis pintados, por um pintor qualquer
Desenham estranhas formas, em você
Está tudo acabado, Baby Blue

Teus marujos nauseados, estão chegando ao lar
Assim como as renas cansadas, já estão por lá

E o último a estar com você, roubou os lençóis
Puxaram teu tapete e você não notou
Que está tudo acabado, Baby Blue

Deixa pra trás as loucuras, alguém está a te chamar
Não pense que os mortos levantam, só pra te seguir

E o vagabundo, que te pede uma esmola
Apenas usa as roupas que um dia, você usou


Risca outro fósforo, começa outra história
Pois essa está acabada, Baby Blue

Pensa no teu órfão, Baby Blue
E o que ele faz, com uma arma na mão